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Autoestima por Ana Luisa Testa

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Ao meu ver, a autoestima é uma das jóias mais preciosas que alguém pode ter. Estimar-se, valorizar-ser, amar aquilo que é. Essa experiência é absolutamente íntima, e depende de como me vejo e do que sinto por mim.

Atualmente vejo este termo muito relacionado à aparência física, como se autoestima significasse uma auto avaliação estética. Longe de ser  só isso!!! Não raro aqueles que se preocupam excessivamente com este aspecto o fazem para compensar uma sensação de menos valia através da aprovação externa. Uma baixa autoestima pode ser camuflada por uma autoestima inflada, na qual a pessoa precisa afirma-se o tempo todo publicamente. E então procuramos preencher esse sentimento de valor pessoal buscando elementos que são valorizados coletivamente: dinheiro, status, beleza, potência de ação, juventude, poder, e assim por diante. E por mais que se pregue que a autoestima deva partir de dentro, ela certamente pode ser afetada pela visão que o outro tem de nós. Por isso ir atrás desses valores coletivos pode funcionar, o problema de afirmar-se com essas bases é que são valores fugidios. Quanto tempo dura a beleza? O poder? Não raro esses indivíduos entrarão em crise quando esses elementos não estiverem mais presentes – numa doença, na velhice, numa crise financeira, etc…

A boa autoestima é composta por autoaceitação, inclusive das limitações que se tem. É vivenciar o direito de existência, é adotar uma postura responsável perante a própria vida – sendo autor dessa obra de arte, e não vítima. É ter cuidado consigo, físicamente, psiquicamente, e espiritualmente. É viver livre de culpa por ser quem se é, pois nada pior do que uma auto exigência severa para aniquilar o amor próprio. É levar-se a sério e respeitar suas posições, pensamentos, sentimentos e desejos. É ser fiel a si próprio, sendo honesto, autêntico e assumindo posições (sem que isso signifique que tenha que agredir o outro). É ter autoconfiança, de forma contextualizada. E por fim, por  mais que possa parecer contraditório, é não levar-se tão a sério assim. Autorize-se a errar, a fazer papel de bobo, a não estar pronto e nem a ser perfeito.

Psicologicamente podemos dizer que a autoestima inflada está enraizada nos valores quem compõem a persona, por isso se atrela tanto a papéis e a valores coletivos. E a boa autoestima se pauta num “eu” mais profundo, quem tem direito de existir, de ser amado e de cumprir o seu destino.

Ainda esse mês pretendo escrever um post sobre como podemos ajudar nossos filhos, parceiros e amigos a construirem uma boa auto estima. Acho que precisamos rever a forma como isso tem sido feito, pois a questão não tem somente impactos individuais, mas também sociais.Um grande abraço a todos!!!!

Ana Luisa Testa é psicóloga clínica, atua em Curitiba – PR. Formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em psicoterapia corporal e em psicologia analítica. É professora de pós graduação no ICHTHYS Instituto de Psicologia e Religião.

 

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